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Livros são amor: Deixe a Neve Cair

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Estamos em uma época maravilhosa para se ler: férias+inverno, e como eu comentei em outro post(aqui), frio combina com várias coisas! Eu li Deixe a Neve Cair há algum tempo, mas confesso que a leitura é maravilhosa, então vou fazer outra resenha aqui(novamente sem spoilers).

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 Deixe a Neve Cair é um livro com três contos: O Expresso Jubileu, escrito por Maureen Johnson, O Milagre da Torcida de Natal, por John Green, e O Santo Padroeiro dos Porcos por Lauren Myracle – a obra no Brasil é da Editora Rocco.

Os contos se passam em uma cidadezinha, em que uma noite de Natal transformada por uma nevasca, se torna em algo além de “paz e espírito natalino”. Cada um dos personagens (Jubileu, Tobin e Addie) tinha algum plano para o Natal que pode até ter falhado, mas a noite ainda pode trazer muitas emoções e surpresas(além de alguns beijos com amor).

As aventuras, risadas – e o frio – tornam Deixe a Neve Cair um romance maravilhoso.

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Como fã do John Green, não podia deixar este livo de fora da coleção, porém a leitura dos três contos é bem gostosa e envolvente – terminei em um dia – mas posso dizer que gostaria muito de uma continuação de ” O Expresso Jubileu”: simplesmente AMEI a história!

Dica ótima de leitura para uma época tão gelada como esta!

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Me contem sobre outros “livros invernosos” nos comentários! 🙂

Beijos,

Amanda

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❉ Frio: Uma relação de amor ❉

Oi gente! Minhas férias finalmente começaram e agora vou ter um tempo para fazer tudo que gosto: ler, fazer posts, dormir, filmes,ler, passear, dormir, internet, já falei dormir? E ler?  hehe

E o bom é que tudo isso combina com o inverno *-*

 

Uma musiquinha fofa enquanto você se aconchega no meio das cobertas para ler este post:

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Uma leitura para entrar no clima:

MANHÃ DE INVERNO

Manhã de Inverno Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.

Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.

A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.

Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras úmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.

Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.

Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.

Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co’os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.

Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.

                              Machado de Assis